O outbid.lol viralizou lá fora com uma ideia simples: você paga mais que o cara que tá em cima de você e assume o lugar dele. É um ranking onde a posição custa dinheiro.

Copiei o modelo e adaptei pro público daqui. O melhorlance.dev tem a mesma regra, o que mudou foi tudo em volta dela.

Pix no lugar do cartão

Cartão internacional aqui é chato. A pessoa precisa ter um, precisa passar pelo 3DS e precisa querer digitar dezesseis dígitos. Muita gente desiste no meio do caminho.

E esse tipo de produto vive de impulso. A pessoa paga e vê a posição dela mudar na hora, com o site ainda aberto. É isso que faz ela mandar print pro grupo. Com cartão isso demora alguns minutos, e nesse tempo a graça já passou.

Com Pix confirma em segundos. Foi por isso que decidi fazer.

Comecei o board com produtos meus

Ninguém paga pra ser o primeiro de uma lista com um item só. E aqui isso pesa mais que o normal, porque a posição só vale alguma coisa se tiver gente embaixo. Ser o #3 de 90 é legal. Ser o #3 de 3 não é nada.

Então abri o board com alguns produtos meus a R$ 1 cada, e escrevi "cortesia" na própria linha, pra todo mundo ver.

Podia ter fingido que eram lances de verdade e ninguém ia saber. Mas o produto inteiro depende das pessoas confiarem no número que tá ali. Não valia a pena.

Coloquei todos pelo mesmo valor também, e não R$ 1, R$ 2, R$ 3. Se eu fizesse escadinha ia parecer que uns valiam mais que os outros sem ninguém ter pago nada.

A parte técnica

Usei o Arki, que é o meu kit. Autenticação, banco, pagamento, deploy, tudo já vem pronto e plugado.

Isso me economizou os dias que eu ia perder montando a base. Sobrou tempo pro que o produto tem de específico: o ranking, a confirmação do pagamento e o selo que a pessoa coloca no site dela. Era onde eu queria gastar o tempo mesmo, e deu pra fazer com calma e bem feito.

Os números

Dia 1: R$ 3.944. Dia 2: R$ 960.

Caiu 75% em um dia. E 79% do tráfego veio de um canal só.

Faz sentido pro formato. Quem queria uma posição comprou a posição, e depois disso não tem por que voltar. O produto pega a onda de atenção, e quando a onda passa fica um ranking parado. As pessoas continuaram entrando, quem parou foi a compra.

O canal é o mesmo problema pelo outro lado. Um post carregou quase tudo sozinho.

Dá pra olhar isso e falar que foi um bom lançamento. Dá pra olhar e falar que ainda não é um negócio. Os dois estão certos, e é por isso que eu prefiro botar o número aqui do que ficar contando história.

O que eu faria diferente

Publiquei às 22h. A atenção maior caiu bem na hora que o pessoal fecha o notebook. As primeiras horas de um lançamento não voltam.

Dependi só do X. Um canal, um post, um algoritmo. Funcionou, e é aí que mora o perigo: deu certo o bastante pra eu não construir mais nada enquanto ainda tinha atenção sobrando.

Deixei contador e nota fiscal pra depois. Aquele tipo de coisa que é chata antes de faturar e vira urgente depois. O "depois" chegou em dois dias.

E agora?

A pergunta que ficou é se isso é um pico ou um produto.

Um ranking pago pode ser um evento, que acontece de vez em quando e acaba. Tudo bem também. Ou pode ser a parte de cima de alguma coisa que roda todo dia.

Tô testando a segunda. Quero fazer um feed de lançamentos gratuito, poucos por dia, ordenado por quem realmente levou gente pro próprio link, e não por voto. Voto vira grupo pedindo upvote em dois dias. Clique de pessoa diferente mede quem distribuiu de verdade.

O board pago fica sendo o destaque lá em cima, e o feed dá motivo pra voltar no dia seguinte.

Não tem data ainda.

O board tá no ar em melhorlance.dev.


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