Precificar é um dos pesadelos de vendedores de qualquer coisa de primeira viagem. É realmente difícil pra coisas menos tangíveis. Produtos físicos são bem fáceis, agora digitais complica um pouco mais.

1. Entenda qual é o valor econômico que você entrega

Não “o que meu software faz”, mas “quanto dinheiro/tempo isso salva ou gera pro cliente”

ex: se seu SaaS automatiza algo que um funcionário faria em 2h por dia, isso vale ~R$ 2-3k/mês pra empresa, seu teto de preço teórico está ali


2. Faça 10-15 conversas com clientes potenciais

Não pesquisa, conversa mesmo. pergunta:

  • “como você resolve isso hoje?”
  • “quanto você gasta com isso agora?” (tempo + dinheiro)
  • “se existisse uma ferramenta que resolvesse X, quanto faria sentido pagar?”

Calibrando o valor percebido


3. Van Westendorp simplificado

Nas mesmas conversas, pergunta as 4 questões:

  • que preço seria tão barato que te faria desconfiar da qualidade?
  • que preço seria caro mas você pagaria se funcionasse?
  • que preço seria caro demais, fora de cogitação?
  • que preço seria uma pechincha?

com 10 respostas você já tem um range defensável


4. Monte 3 planos com ancoragem

O plano do meio é o que você quer vender. o caro existe pra fazer o do meio parecer razoável. o barato existe pra não perder quem tá em dúvida

ex: R$ 97 / R$ 197 / R$ 397


5. Lança com preço e testa

O erro do solo founder é ficar otimizando preço antes de ter 10 clientes. lança, cobra, e só ajusta quando tiver sinal real — ou muita objeção de preço, ou conversão boa demais (sinal que tá barato)


Com 15 conversas e 3 planos você já tá fazendo melhor que 90% dos SaaS que precificam na intuição pura, ou copiando preço de concorrente.

Boas vendas!

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Valeu!